Entrevista do nosso Vice-Reitor ao Jornal "A Nação"
Ano letivo 2022/2023
Lusófona com seis licenciaturas e um mestrado
"A Universidade Lusófona de Cabo Verde, com sede no Mindelo e um polo na Praia, tem disponível seis licenciaturas e um mestrado para o novo ano letivo, a começar em outubro. Cursos novos e um corpo docente “altamente capacitado e engajado”, é, como revela o vice-reitor, José Manuel Tavares, a grande aposta nesta que é também o renovar da própria instituição".
Natalina Andrade
José Manuel Tavares, vice-reitor da Universidade Lusófona de Cabo Verde, informa que para o ano letivo 2022/2023, a instituição investiu, muito cedo, na preparação das ofertas formativas, submetendo todos os cursos para a acreditação na Agência Reguladora do Ensino Superior (ARES). De um total de sete, cinco já foram acreditados e dois continuam em análise.
São eles os Ciclos de Estudos em Direito, Gestão de Empresas, Gestão de Segurança, Gestão da Saúde, e o de Mestrado em Gestão de Recursos Humanos e Intervenção Organizacional, já acreditados.
Contabilidade, Administração e Auditoria e Ciências de Comunicação encontram-se ainda em processo de aprovação. “De entre estas ofertas formativas, algumas constituem prata da casa desde o início do funcionamento da universidade, podendo ser considerado, assim, a marca da ULCV.
Contudo, pretendemos que as ofertas formativas que são novas venham a ser, também, a marca da nossa Universidade no seio dos formandos, do corpo docente e da sociedade, que irá absorver os quadros que iremos colocar no mercado”, afirma Tavares, destacando as licenciaturas em Gestão de Segurança e Gestão da Saúde. Um outro curso introduzido e que, segundo aquele responsável, constitui uma marca da ULCV, é o Mestrado em Gestão de Recursos Humanos e Intervenção Organizacional.
“A vertente Intervenção Organizacional, que se junta a um Plano Curricular estruturado vai contribuir para que um mestrado nessa área possa, efetivamente, destacar-se como mecanismo de formação e capacitação dos melhores GRH do país e não só. O referido curso foi desenhado para dar resposta às demandas do mercado de trabalho e está muito bem aceite”, garantiu.
Propinas mais baixas e incentivos
Nos últimos tempos, informa a nossa fonte, a Universidade tem apostado numa “ofensiva forte” junto das Escolas Secundárias centros de ensino do país, das câmaras municipais, delegacias de saúde, delegações do Ministério de Educação e demais parceiros e canais de comunicação. “No momento em que estamos no relançamento da ULCV, a nossa preparação do próximo ano letivo assenta na promoção de uma Instituição de Ensino Superior credível, moderna, próxima, dialogante, acessível a todos e propiciadora de um ensino de qualidade voltado para os desafios do país e do mundo globalizado”, sublinha.
Em relação às novidades, diz que a ULCV apresentou cursos novos, alguns existentes somente na Universidade. “Uma outra estratégia adotada para atrair alunos é a adequação das matrículas, das taxas e emolumentos da Universidade Lusófona de Cabo Verde à realidade dos nossos alunos. Sabemos que muitos funcionários pretendem continuar os seus estudos, muitos pais e encarregados de educação pretendem dar uma formação superior de qualidade aos seus educandos, mas o preço praticado constitui uma barreira”, sublinha.
Neste sentido, garante que a ULCV baixou a sua propina, estabelecendo um conjunto de apoio aos alunos, nomeadamente, bolsas e incentivos de estudos, para que todos possam ter oportunidade de se formar. “Assinamos também, protocolos com instituições que garantem algumas bolsas aos alunos mais carenciados e que desejam frequentar a nossa Universidade devido a atração da nossa oferta formativa”.
Mobilidade académica para o exterior
José Manuel Tavares destaca ainda a promoção da mobilidade académica, através da qual um aluno que estuda na ULCV pode, a qualquer momento, decidir ir continuar numa outra instituição do Grupo Lusófona em Portugal ou no Brasil. “Esse aluno vai continuar os estudos sem quaisquer problemas ou vice-versa. Temos essa grande vantagem que só a ULCV pode proporcionar”, garante.
Uma outra aposta, segundo a mesma fonte, é a contratação de professores altamente capacitados, com experiência e disponibilidade para “engrandecer a Universidade, os alunos e comunidade académica em geral”. E nisso as próprias instalações da universidade foram dotadas, segundo disse, de equipamentos informáticos novos e modernos, salas de aulas equipadas, mobiliários no vos e remodelação da estrutura física em São Vicente.
Fora esse investimento, foram ainda estabelecidos protocolos e parcerias de cooperação com instituições nacionais, sindicatos, instituições e universidades de outros países, com destaque para alguns países de língua oficial portuguesa, Macau e Guiné Equatorial, por forma a implementar a internacionalização da ULCV.
O desafio da sustentabilidade
O maior desafio do ensino superior no momento, aponta Tavares, é a consistência em termos de qualidade e internacionalização, o que impele as instituições a postarem em docentes altamente qualificados.
Por outro lado, a sustentabilidade “coloca-se a todos os níveis”, para responder às demandas de famílias que sonham em dar aos seus parentes uma formação superior, mas dispõe de fracos recursos.
“Um outro desafio, não menos importante, é o acesso a bibliografia em quantidade e qualidade suficiente para os docentes e discentes. Mas, este desafio superamos com a aquisição de milhares de títulos/ acervo bibliográfico ou biblioteca online”, aponta.
O ensino de qualidade, sublinha Tavares, exige responsabilidade de parte a parte, desde os docentes ao compromisso e engajamento dos estudantes para com a instituição. “É preciso, nos dias de hoje, uma forte aposta no sentido de criarmos comprometimento de todos os envolvidos no processo ensino/aprendizagem, formação/capacitação dos recursos humanos. Não basta formar. É preciso formação de excelência para podermos dar vazão aos desafios da modernidade e da globalização”, exortou.